

Ministério da Cultura e CNOOC Petroleum Brasil apresentam
Do Yangtzé ao Amazonas - Um Encontro Musical entre China e Brasil


Fábio Zanon é um dos artistas brasileiros de maior prestígio internacional. Sua atuação como intérprete, professor, músico de câmara, diretor artístico e comunicador contribuiu para uma transformação na percepção do violão na cena musical contemporânea.
Duas vezes indicado ao Latin Grammy®, mais recentemente pelo disco do Concerto nº 4 de Gnattali com o Quinteto de Sopros da Orquestra Sinfônica de São Paulo. Como solista, já se apresentou em mais de 50 países, em salas como Royal Festival Hall e Wigmore Hall (Londres), Philharmonie (Berlim), Carnegie Hall (Nova York), Tchaikovsky Hall (Moscou), Concertgebouw (Amsterdam), Sala São Paulo, Bozar (Bruxelas) e KKL (Lucerna).
Interpretou mais de 40 concertos para violão e orquestra, com London Philharmonic, Orquestra Sinfônica de São Paulo, RTÉ Symphony (Dublin) e Orquestra Estatal da Rússia Evgeni Svetlanov (Moscou). Como regente, conduz regularmente como solista/maestro.
Recebeu os primeiros prêmios da Guitar Foundation of America (EUA) e do Concurso Francisco Tárrega (Espanha) em 1996, além de prêmios de topo em Alessandria, Toronto e Havana. É Professor Visitante da Royal Academy of Music de Londres desde 2009 e foi eleito Fellow da Royal Academy em 2014. Em 2023, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Nacional de Rosário (Argentina).
Desde 2013 é diretor artístico do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, o mais celebrado festival de música clássica da América do Sul. Sua relação com a China se fortaleceu ao longo dos anos: em 2024, realizou um concerto memorável no Centro Nacional de Artes Cênicas de Pequim ao lado da Orquestra NCPA da China, interpretando obras de Villa-Lobos a Baden Powell.
Marília Vargas é reconhecida como uma das intérpretes mais ativas e respeitadas de sua geração. Em 2025, celebra mais de duas décadas de diálogo artístico com a cultura chinesa — a única soprano brasileira com esse perfil único de imersão na música e na cultura da China.
Formada em Canto Barroco na Schola Cantorum Basiliensis e em Lied e Oratório no Conservatório de Zurique, estudou com artistas renomados como Montserrat Figueras, Christoph Prégardien e Barbara Bonney. É premiada em concursos internacionais como Bidú Sayão, Maria Callas e Margherite Meyer.
Com carreira internacional consolidada, se apresentou em palcos como o Wiener Konzerthaus, Berliner Konzerthaus, Théâtre Royal de Versailles, Tonhalle Zürich, Liceo de Barcelona, National Center of Performing Arts em Pequim, Helsinki Music Centre, além dos principais palcos brasileiros: Sala São Paulo, Theatro Municipal de São Paulo e do Rio de Janeiro, Theatro da Paz, Theatro Amazonas e Palácio das Artes.
Colaborou com conjuntos e orquestras como La Capella Reial de Catalunya, Le Parlement de Musique, Zürcher Kammerorchester, OSESP, Orquestra Ouro Preto, Camerata Antiqua de Curitiba, Orquestra Sinfônica Brasileira e Theatro São Pedro.
Sua discografia inclui mais de vinte álbuns para selos brasileiros e europeus, com destaque para "Nossos Espíritos Livres" (Prêmio Concerto 2021 – Melhor CD, Escolha do Público) e colaborações com André Mehmari, Luís Otávio Santos e o Ensemble Gao Shan Liu Shui.
Apresentações recentes incluem concertos com a China National Opera Symphony Orchestra, Orquestra Ouro Preto e Camerata Antiqua de Curitiba, além de recitais com André Mehmari. Cantou no Palácio da Alvorada diante dos presidentes Xi Jinping e Luiz Inácio Lula da Silva — cujo vídeo viralizou na China.
É também professora de canto clássico e barroco na EMESP Tom Jobim e atua como coach vocal e regente convidada de corais jovens e profissionais em todo o Brasil.

Participação especial na turnê Brasil
Yu Xi
SOPRANO

Yu Xi é uma cantora chinesa radicada no Brasil, dedicada à difusão da música tradicional e erudita chinesa em diálogo com a cultura brasileira. Tem participado de concertos que celebram o intercâmbio cultural entre os dois países, apresentando repertório em mandarim ao lado de orquestras brasileiras.
Entre suas participações recentes, destacam-se o concerto Sinfonia das Lanternas, em celebração ao Dia Nacional da China, com a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, e o Festival da Primavera 2026, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, como convidada da Orquestra Forte de Copacabana. Também integrou o espetáculo Sons do Oriente, na Sala Cecília Meireles, dedicado ao repertório de países asiáticos. Sua atuação tem contribuído para fortalecer os laços culturais entre Brasil e China por meio da música.
Participação especial no concerto em São Paulo
Gao Shan Liu Shui
Conjunto instrumental de música tradicional chinesa
Alfredo Rezende - Er Hu, violino chines
Nelson Lin - Yangqin, Cítara de Martelo chinesa
Luu Miuky - Guzheng, cítara de 21 cordas
Bruno Adhmann (Blaze) - Di Zi e Xiao, flautas chinesas
André Imamura (Japonego) - Percussão
Gao Shan Liu Shui é um dos poucos grupos de música chinesa atuante no Brasil voltado à performance das músicas tradicionais chinesas com instrumentos étnicos da China. O grupo explora as diferentes relações estéticas que a cultura chinesa apresentou ao longo de sua história, rearranjando e apresentando músicas desde os primórdios da dinastia Qin (221–206 a.c.) até a contemporaneidade. É formado por músicos, artistas e pesquisadores envolvidos com a cultura chinesa. Cada um com sua área de atuação e especialidade contribui para que este grupo seja um difusor do patrimônio cultural da música chinesa nas relações com o Ocidente. Sua formação instrumental tem por modelo de prática e estilo os grupos folclóricos surgidos entre a dinastia Ming (1368 a 1644) e Qing (1644 a 1911), chamados “Seda e Bambu”. Esse nome deriva da composição dos instrumentos, feitos de bambu (flautas) e as cordas dos instrumentos (Yangqin, Guzheng e Er Hu) que antigamente eram de seda. O grupo gravou o primeiro CD de canções chinesas intitulado “Paisagens da China” em 2017 e o álbum “Confluencias”, com nova formação, lançado em 2026.


